Seguindo um treinamento à risca, o atleta está preparado para a competição porém não é invencível para muitas doenças. Num inverno, mesmo não tão rigoroso, deve-se manter-se resguardado, principalmente das viroses como o resfriado comum e a gripe. Com muita freqüência as pessoas acreditam não ser nenhum empecilho ao seu desempenho físico praticar esportes resfriado ou gripado, muitas achando que suando vão melhorar mais rapidamente da leve doença e por aí vão muitas crendices populares. Na verdade é um conceito errado e perigoso.
O esportista com alguma virose não deve participar, em hipótese alguma, de provas esportivas ou atividade físicas, pois além de estar com sua condição física rebaixada, corre o risco de ter complicações no organismo, desde dores e distensões musculares, anemia até as importantes arritmias cardíacas.
Sabemos da fisiologia que o excesso de treinamento físico (mais de horas por dia) tende a diminuir a imunidade do atleta, isto é a resistência geral desse organismo. Por isso, a recomendação de acompanhamento médico para evitar esses quadros de debilidade com os exageros de treinamento. É muito comum atletas terem infecções ou outras lesões, justo antes das competições. A melhor forma de preveni-las é através de boa reeducação alimentar e um ritmo de treinamento orientado por especialistas (em geral professores de educação física ou técnicos diplomados) com uma supervisão médica. O atleta precisa ter cuidado com a síndrome do excesso de treinamento (SET) antigamente conhecida como “overtraining”, que causa insônia, irritabilidade, perda de peso e compromete o seu sistema imunológico além da leucopenia (grande diminuição dos glóbulos brancos). Esse quadro resulta em pessoas mais suscetíveis à miocardite (inflamação do músculo cardíaco – o miocárdio) que determina o surgimento das arritmias. Convém lembrar que aquelas do tipo palpitações (extrasístoles), na maiorias das vezes, são curadas sem deixar seqüelas, porém em algumas raras pessoas poderá se desenvolver uma complicação: a miocardiopatia dilatada pós-miocardite, de difícil e longo tratamento
O medo de ser cortado da equipe ou mesmo a frustração de estar de fora de uma competição, leva algumas vezes os atletas a esconderem suas virose, se arriscando a desenvolver problemas muito mais sérios. Já tive atleta que foi excluídos do grupo porque estava com determinada arritmia, porém numa analise mais acurada, verificou-se que tinha tido uma gripe dias antes, não revelada ao médico. As infecções virais não devem ser ignoradas pelos esportistas, nem pelos seus médicos.
Até breve, com muito frio !!!